segunda-feira, 28 de julho de 2008

Quem me dera que fosse tão simples

Só me lembro das luzes e da luz que saía de dentro de ti, que por sinal, meu amor era demasiado intensa para os meus olhos. Nesse momento em que me conseguíste cegar eu deixei-me levar por aquele beijo pequenino e suave que me arrancaste com um toque mágico de anjo e disse-te, que tu como um anjo que és, já que até tens nome de um, não devias ter-me arrancado nada, independentemente da maneira que foi, da maneira tão preciosa que foi... O mais estranho ainda foi ter-te dito para parares e, de imediato, continuo a deixar-te arrancar-me quantos beijos podias enquanto a tua luz continuava a cegar-me e enquanto o ligeiro álcool me ajudava a ficar paralisada para ser mais fácil ainda sentir toda a tua precisão em beijar-me.
Foi assim que me desordenaste por completo cá dentro e deixaste a entropia dominar o meu ser mais uma vez, sabes que mais? Não me importei nada e sim, vamos tentar.


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