segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

SP needs to declare emergency state, now.

Do you remember this?




It was yesterday.

All the joy that we spread together stays in my heart trying to get out of this ungreateful prison. How long do we need to get strong enough to be two in one again?

Even the smell of cigarette recalls you to my thoughts...

Can we break fifteen days in a blink, please?

domingo, 13 de dezembro de 2009

"lame" love text.

i feel my heart exploding and i know i already said that to you.
i need to express all the things that i feel for you in other language that's not mine, but we both try and try...

i love you it's not enough anymore. Je t'aime and Eu amo-te are also falling apart. it's more than that, and it's not because We said i love you earlier...

i'm afraid to lose you, you're too precious to the world and for me.
all the words in this diary were not so intense as the words that i am writing right now, for more simple they are. that's why i am not erasing anything. for the past i think it's only you.

i wish i could spend the rest of my life in a journey with you, all over the world, over the green grass, over the ocean, over you.





"The world was on fire and no one could save me but you".

domingo, 12 de julho de 2009

I (eu)

Eu nasci em Agosto, por um equívoco. Se a minha mãe não tivesse saltado daquele banquinho de madeira, que ela subia para estender a roupa, eu não tinha sido honrada com este signo de temperamento horrível, que vou carregar até ao resto dos meus últimos dias... A verdade aparente é que, na realidade, eu nem sequer queria nascer*.
A bolha onde me criaram, sem bactérias, viroses ou até ácaros, impediu a minha imunidade de se desenvolver e eu vivi parte da minha infância num leito e em delírios provocados pela febre. Talvez, tenham sido poucas vezes em que eu padeci de doenças graves, mas pelo que lembro e pelo que me contam, até foram muitas.
Uma vez, já não sabiam o que fazer.
A empregada colocou uma mistela castanha nos meus pés (que eu achava que era caldo Knorr) e depois calçou-se com umas meias muito branquinhas, que provavelmente devem ter ido parar ao lixo depois. Dessa vez, eu conformei-me com a minha morte. Ouvia rezas lá fora, acordava com as cortinas brancas e compridas do quarto da minha mãe a esvoaçarem e percebia, de dia para dia, que ia ser o fim. O fim para mim, não vinha carregado com muita mágoa ou pena de perder algo, era uma conformação saudável e infantil, pura.

Agora, eu sou assim porque lembrei-me que a minha conformação vai ser mais severa nesta etapa da minha vida. Porque eu vou chorar muito se tiver de ser. Então, todos os dias, lembro-me disto para não ser apanhada de surpresa e, ainda por cima, imagino coisas más.

I hate that bubble...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A partir daquele trágico mês de Dezembro, deixaste de querer saber.
Eu não entendo porque é que não vês que já não me amas há muito tempo e não me deixas ser livre pra quem quiser amar (me). É pena? É vontade de querer perdoar mas sem sucesso?
Não venhas é com histórias de que "se quiseres ser livre és livre", não.
Se eu quiser ser livre de ti, eu sei bem como o fazer.
As coisas para ti, parecem-me, que têm de ser expressar num monitor para conseguires assimilar.
Eu gosto de ti, mas se continuas a agir como se eu fosse aceitar tudo, só porque eu morro de medo de perder-te, então estás errado. Sinceramente, não sei então qual é o teu objectivo. Para quê "ter-me" se nem sequer estás preocupado em estimar-me como eu te estimo. Se te atiro as coisas à cara, é para teres noção das coisas e pequenos sacrifícios que faço por ti, porque aparentemente para mim é tudo fácil.
Se "vives" e "vives" bem, como disseste no elevador, então tudo bem, ainda bem.
Eu amo-te. Se já deixaste de o fazer, dizes-me que eu vou chorar para longe de ti. Mas se achas que não é bem assim que as coisas devem ser feitas, então estima-me... Não me mandes parar de dizer que tenho saudades tuas, não me ignores no supermercado, sei lá. Eu ainda vivo aqui. No teu pequeno mundo.



Existindo a hipótese de me ir embora.. It's up to you.

sábado, 30 de maio de 2009

open your eyes

"Vamos começar de novo" - sussurra uma voz lá ao fundo, distante...

Vamos dar o primeiro beijo à beira da estação, ou talvez na galeria que fica na praça... Para mim, escolhes tu qual foi o primeiro beijo e, acho que já escolheste o da estação. Mas eu gosto bastante do beijo da praça, pelo que me contaram foi bonito. Talvez um dia eu lembre.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Maybe I'm broken.

Eu sinto-me como dantes, mas ao mesmo tempo, sinto-me muito menos do que antes.
O meu coração parece estar a ser transplantado por um cirurgião descuidado e com umas luvas mais escorregadias do que as normais. Parece-me que a qualquer momento, vai tombar.
Dá para notar que eu não sou aquilo que era para ti antes, que tu achas que eu mereço muito menos, que eu não valo a pena por certas coisas...

Não consigo saber ao certo se sou ou não importante para ti, porque tu ao pé de mim pareces querer ser vazio, pareces querer ser outra pessoa que não és. Tu com outras pessoas à tua volta, se calhar és mais tu e mais feliz. Se calhar eu já não sirvo mais para ti, se calhar o teu subconsciente já não gosta de mim.

Se calhar, eu pensei que este tempo todo que fiquei sozinha fortaleceu-me, mas não. Se calhar só me deixou mais ciente das coisas e menos segura de outras... Se calhar eu estou estragada.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Passeios ao acaso.

- O meu pai tem 58 anos.
- Oh! Não acredito, és tão novinho...
Ouvi estes dois dedos de conversa, sorri, e pensei "é por isso que não quero ter filhos tão tarde".
- Eu estava aqui, nesta posição, e a minha irmã ao meu lado.
Voltei a ouvir isto por acaso, num espaço de trinta segundos após aos dois dedos de conversa que já tinha ouvido, e entristeci. "Não quero ter um filho único, acabam por não ter aquela pessoa que esta lá".
De quanto tempo é que precisamos? De quanto tempo é que precisamos para concretizar aquilo que nos é querido e imaculado...
Os dias passam lá fora e a perspectiva aumenta, o tempo passa oscilando entre os nossos dedos. As nossas ilusões se expandem, o vento murmura prosperidade e tudo à nossa volta conspira para um mundo melhor.
Será que um dia, um dia destes, breve e efémero, aliado ao destino, nos vai unir outra vez? A esperança continua, talvez sempre continuará. As certezas tornam-se amorfas, mas quem precisa de certezas, quando vivemos num mundo recheado de acontecimentos inesperados?
O vazio precisa de acabar, precisamos de preencher os nossos corações com aquilo que somos realmente, precisamos de saber quem somos, quem queremos ser, de traçar tudo o que queremos viver para sermos pessoas melhores e acima de tudo, convictas.
Eu quero ser quem planeio ser. E tu? Tu também.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

it tastes like what?

A Maria Elena disse ao Juan Antonio que só um amor incompleto era realmente um amor com uma verdadeira paixão. Concordo plenamente e, no momento em que os nossos corpos desnudos se encontram encaixados, nós os dois não temos tanta certeza do que disse a Maria Elena.
Incompleto é. Nós sentimos, mas é isso que nos envolve e também me falta definir em que parte existe esse tal "incompleto".
Eu sei que é no teu peito que eu quero adormecer todas as noites, que é de ti que quero ouvir o primeiro bom dia, que quero dizer "sim" daqui alguns uns anos, que quero dar o teu nome aos nossos descendentes...
Nunca, mas nunca e a ideia em si é tão descabida que é ridículo mas tenho que expressar: nunca serás trocado por um, por dois copos, ou por uma garrafa de vinho e uma diversão idiota. Nunca.

Assim, abdico de vez daquilo que me e te perturba. Da mesma forma que poupo os meus hepatócitos... Agora, só contigo e em casa, para depois aqueceres-me mais na cama.
Quando disse que não queria mais o lenço verde, eu só queria que me dissesses para ficar com ele, porque representa imensa coisa, e também porque foste tu que mo deste.
Quando eu disse para ires para casa, na realidade eu só pensava em estar contigo, em ir contigo e o pior é que é mesmo verdade.
Quando eu disse que ia para tua casa só para buscar as minhas coisas, era porque eu queria ir sim para tua casa, mas pra dormir ao teu lado, nem que, pensava eu naquela altura, fosse a última vez.
Quando eu disse coisas amargas e da boca pra fora, eu estava só a revoltar-me contra tudo o que me atormentava.
Quando eu, se por ventura, embirrar que não quero sair de um sítio, noutra altura, olha-me nos olhos com calma, dá-me um abraço semi-apertado e diz que queres ir dormir comigo ou parecido. Eu vou... Desculpa essa parte errada, má, ridícula de mim, mesmo sabendo que ela vai embora.
Amo-te

sexta-feira, 20 de março de 2009

Plano B

São cinco da tarde e eu cheguei mais uma vez, carregada de compras, à casa. Tenho a janela da cozinha levemente entreaberta de ontem à noite. Despejo as compras por cima da mesa e dirijo-me para a sala, onde aquelas milhares de almofadas abraçam-me depois de mais um dia exaustivo. As minhas mãos cheiram a pó talco misturado com latex. E já foi uma sorte que elas cheirem assim, pensei eu, em voz alta.
Alguém de pêlo cor de mel lembrou-se que eu existia e veio ter comigo ao sofá. Esboço sempre um sorriso quando ele faz isso e ainda fico mais contente quando ele faz de almofada para mim. Adormeci com o barulho dos carros e acordei com o barulho dos carros. Fui à janela e vi que havia trânsito a mais e demasiada gente stressada à procura de confusão. Agarrei o meu maço de tabaco meio vazio e pus-me a olhar para a rua. Eu sempre adorei fazer isso. Sempre adorei, desde os meus tempos de universidade, fumar e olhar lá para fora e observar o comportamento humano sob certas circunstâncias. É bonito e natural.
Fiz o jantar sempre ao lado do Afonso e ele acabou por jantar comigo, embora jante sempre mais rapidamente, fez-me alguma companhia. Reguei todas as plantas da casa e fui dormir.
Acordei sobressaltada, abraçaste-me com muita força e o meu coração batia muito depressa não sei por quê. Tinha a sensação que tive um pesadelo, mas não me lembro bem o que foi...