sexta-feira, 3 de abril de 2009

it tastes like what?

A Maria Elena disse ao Juan Antonio que só um amor incompleto era realmente um amor com uma verdadeira paixão. Concordo plenamente e, no momento em que os nossos corpos desnudos se encontram encaixados, nós os dois não temos tanta certeza do que disse a Maria Elena.
Incompleto é. Nós sentimos, mas é isso que nos envolve e também me falta definir em que parte existe esse tal "incompleto".
Eu sei que é no teu peito que eu quero adormecer todas as noites, que é de ti que quero ouvir o primeiro bom dia, que quero dizer "sim" daqui alguns uns anos, que quero dar o teu nome aos nossos descendentes...
Nunca, mas nunca e a ideia em si é tão descabida que é ridículo mas tenho que expressar: nunca serás trocado por um, por dois copos, ou por uma garrafa de vinho e uma diversão idiota. Nunca.

Assim, abdico de vez daquilo que me e te perturba. Da mesma forma que poupo os meus hepatócitos... Agora, só contigo e em casa, para depois aqueceres-me mais na cama.
Quando disse que não queria mais o lenço verde, eu só queria que me dissesses para ficar com ele, porque representa imensa coisa, e também porque foste tu que mo deste.
Quando eu disse para ires para casa, na realidade eu só pensava em estar contigo, em ir contigo e o pior é que é mesmo verdade.
Quando eu disse que ia para tua casa só para buscar as minhas coisas, era porque eu queria ir sim para tua casa, mas pra dormir ao teu lado, nem que, pensava eu naquela altura, fosse a última vez.
Quando eu disse coisas amargas e da boca pra fora, eu estava só a revoltar-me contra tudo o que me atormentava.
Quando eu, se por ventura, embirrar que não quero sair de um sítio, noutra altura, olha-me nos olhos com calma, dá-me um abraço semi-apertado e diz que queres ir dormir comigo ou parecido. Eu vou... Desculpa essa parte errada, má, ridícula de mim, mesmo sabendo que ela vai embora.
Amo-te