Os passos na rua, as vozes que se misturam, toda aquela multidão, e à medida que me aproximo começo a sentir aquela sensação de conforto, a atenção à minha volta começa a crescer subtilmente à medida que me vou revelando de forma positiva ou negativa… Começam-se a criar ligações, incompatibilidades… Fazemos sentir a nossa presença e, aos poucos, gera-se aquela utopia de uma simbiose, de uma ligação que nada é senão a única forma de darmos sentido à nossa presença. Sim, porque a nossa presença só faz sentido se existir alguém que a enalteça, que a faça emergir. É a partir dela que construímos a nossa felicidade.
Mas porquê viver a vida em torno desta simbiose? Deste sonho? Sim sonho… Porque na realidade ela nunca a chega a ser. Porque nem todos os “organismos” agem de forma vantajosa e mútua.
Hoje talvez a resposta se tenha tornado clara para mim.
Para mim esta simbiose acaba por ser o reflexo de algo que procuramos de forma inconsciente, aquele momento mágico e inesperado que nos mostra o verdadeiro valor da nossa presença. Hoje senti isso pela primeira vez. Senti-me verdadeiramente desejado, amado… Senti que existia perante todas as coisas…senti que este sonho se transformaria numa realidade. A simbiose perfeita… Mas não o foi. Não fui capaz de estar à altura da tal simbiose… Sinto que de certa forma me fizeste avançar na descoberta da minha presença, e te fiz regredir na descoberta da tua, e ao faze-lo perco-o de novo, o sentido da minha presença.
Desta vez, pelo verdadeiro Brooks, que não sou eu...
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