terça-feira, 12 de maio de 2009

Passeios ao acaso.

- O meu pai tem 58 anos.
- Oh! Não acredito, és tão novinho...
Ouvi estes dois dedos de conversa, sorri, e pensei "é por isso que não quero ter filhos tão tarde".
- Eu estava aqui, nesta posição, e a minha irmã ao meu lado.
Voltei a ouvir isto por acaso, num espaço de trinta segundos após aos dois dedos de conversa que já tinha ouvido, e entristeci. "Não quero ter um filho único, acabam por não ter aquela pessoa que esta lá".
De quanto tempo é que precisamos? De quanto tempo é que precisamos para concretizar aquilo que nos é querido e imaculado...
Os dias passam lá fora e a perspectiva aumenta, o tempo passa oscilando entre os nossos dedos. As nossas ilusões se expandem, o vento murmura prosperidade e tudo à nossa volta conspira para um mundo melhor.
Será que um dia, um dia destes, breve e efémero, aliado ao destino, nos vai unir outra vez? A esperança continua, talvez sempre continuará. As certezas tornam-se amorfas, mas quem precisa de certezas, quando vivemos num mundo recheado de acontecimentos inesperados?
O vazio precisa de acabar, precisamos de preencher os nossos corações com aquilo que somos realmente, precisamos de saber quem somos, quem queremos ser, de traçar tudo o que queremos viver para sermos pessoas melhores e acima de tudo, convictas.
Eu quero ser quem planeio ser. E tu? Tu também.

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