Cheguei, meu amor. E como te disse, a única coisa que queria ver depois de pousar as malas à entrada da porta eras tu enrolado nos nossos lençóis brancos imaculados pelos espectros solares que a janela deixava passar devagarinho e que esses mesmos te iluminavam na paz do mundo inteiro e que, essa visão tão simples e singela, inundasse o meu rosto de lágrimas só pela mera perspectiva de te voltar a ver ali, tão meu. Sinceramente, já nem queria saber do banho. Não queria perder a tua imagem doce de mim, de ti. Queria-te ali como és, sem te acordar... Entrava de mansinho, sem te tirar daquele embalo que já levavas há algumas horas e encostava-me a ti pra sentir o teu cheiro, com o qual sonhava todos os dias e com o qual alucinava, já que de vez em quando conseguía adormecer com ele... Sem querer, não consegui evitar abraçar-te com mais força e, entretanto, ouvi-te balbuciar qualquer coisa parecida com "meu amor, estás aqui" e sim, estou aqui. Aqui pra sempre.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
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